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  • A Beatlemania e a morte de Brian Epstein (1934-1967)

    No artigo de hoje, analisaremos o que foi o fenômeno da Beatlemania, cobrindo até o fim de 1968, com a não aprovação de Brian Epstein da capa do álbum: Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, cobrindo também a morte do empresário da banda e o que a família dos Beatles vieram a passar depois da fama dos Fab Four na Inglaterra e no mundo também.

    Com o lançamento do primeiro álbum dos Beatles em 22 de março de 1963, com o suporte do então produtor musical George Martin, nos estúdios 2, de Abbey Road, em Londres; suas vidas iriam mudar quase que da noite para o dia. Tudo começou com os jornais da Inglaterra noticiando que o álbum tinha chegado ao 1° lugar nas paradas do país, além é claro, de também começarem a relatar em colunas diárias, tudo o que acontecia com os meninos de Liverpool, naquele momento.

    Brian Epstein, o empresário da banda, estava muito empolgado com tudo aquilo que estava acontecendo. Pois agora todos queriam se aproveitar daquela situação, querendo marcar diversas entrevistas com os seus meninos. Mas agora, Brian estava sendo muito bem orientado pelos seus assessores de imprensa, aos quais, fez questão de contratá-los, lhes dizendo em quais jornais deveria aceitar entrevistas ou não. E também, em quais programas de televisão deveriam aparecer, visando sempre, uma maior visibilidade para os Beatles.

    Brian Epstein, empresário dos Beatles. 10 de julho de 1966. Reino Unido.

    Quando os Beatles chegaram enfim, ao 1° lugar nas paradas dos Estados Unidos, por exemplo, todos disseram que agora era a hora certa de irem para lá. E como sempre, Brian planejou toda aquela viagem, nos mínimos detalhes para eles. Reservando os hóteis em que eles iriam ficar, garantindo sempre, que eles estivessem confortáveis, fora de suas zonas de conforto, que sempre tinham sido em Liverpool.

    A Beatlemania então se popularizou em todo o mundo. E quem mais começou a sofrer foram as famílias dos Beatles. Tendo suas casas, sendo completamente invadidas pelos turistas que queriam saber onde exatamente os Beatles tinham nascido em Liverpool.

    Tia Mimi, por exemplo — quem criou o John desde criança, como patricamente à um filho — quando acordava pela manhã, e descia as escadas de sua casa, para a sua surpresa, em sua sala de estar, normalmente tinha diversas fãs da banda ensandecidas, querendo sempre algo de John ou da casa, para guardar como se fosse um amuleto. Tia mimi então, no início, lhes dava alguns botões de casacos ou camisas que guardava em sua caixinha de costura, e elas logo pensavam, que tinha sido do próprio John, em algum momento de sua vida. As visitas então, lhes agradeciam imensamente, por aquele presente inusitado. Algumas até mesmo faziam colares com aqueles botões, para mostrar as suas amigas, de seus respectivos países, tendo como única e excluisva função, lhes causar raiva e muita inveja também.

    Louise e Harold Harrison — pais de George — também sofriam a mesma coisa, assim como o pai de Paul, Jim MacCartney e os pais de Ringo também. Mas Louise, mais precisamente, gostava de responder as diversas cartas que recebiam em sua casa dos fãs da banda. Chegando a um ponto, em que os correios da Inglaterra, tinham que entregar todas as correpondências de van na casa dos pais de George, pois a quantidade era imensa, até para os padrões de hoje.

    Jim MacCartney, pai de Paul, por exemplo, também tinha o hábito de receber os fãs em sua casa, na 20 Forthlin Road, em Liverpool. Ele fazia chá para eles, enquanto as fãs imediatamente reconheciam todos os cômodos da casa, por causa de algumas fotos que circulavam na imprensa na época também. Sabendo mais da história da família dele do que ele próprio, como Jim alegava em entrevistas posteriores também.

    Louise, mãe de George, por exemplo, tinha o hábito de escrever cartas para uma amiga que não morava na Inglaterra, mas que tinha algumas fotos de George bem pequeno, que Louise fazia sempre questão de mandá-la, informando-o como ele estava na época; e que nem mesmo, o próprio George Harrison, sabia da existência delas. Ainda mais depois que apareciam na imprensa como algo totalmente exclusivo.

    Mas logo, todo esse problema foi resolvido, pois todos os Beatles compraram casas maiores, fora de Liverpool, é claro, para que os seus pais não precisassem mais passar por essas inconveniências em suas vidas. E assim foi feito.

    Tia Mimi passou a morar perto do mar, em Bournemouth, na Inglaterra. Pois quando um dos primeiros filmes dos Beatles estava para ser lançado mundialmente. John aproveitou aquela oportunidade para que ela fosse vê-lo, pois queria muito que ela saísse de Liverpool. Mimi aceitou aquela proposta e assim, John à levou até a uma casa que tinha acabado de ser colocada a venda no local e a comprou imediatamente.

    Paul uma vez colocou um embrulho na frente de seu pai e quando ele abriu viu a foto de um cavalo. Jim então, lhe disse o que faria com aquela foto. E Paul foi logo lhe dizendo que aquele cavalo agora era dele. O Fazendo se mudar imediatamente da 20 Forthlin Road, em Liverpool, também, para uma mansão mais perto de Londres.

    George por outro lado, perguntou logo quanto é que o seu pai estava ganahndo para ser motorista de ônibus em Liverpool. Harold então, humildemente lhe respondeu, lhe dizendo que ganhava apenas 10 libras por semana. E assim, George lhe disse que lhe daria o triplo para ele para de trabalhar imediatamente. Fazendo-os saírem de Liverpool também.

    Ringo também fez o mesmo com a sua mãe e o padrasto também. Preferindo isolar completamente de sua vida, o seu pai biológico, que tinha abandonado a sua mãe, na fase que ela mais precisava dele. E assim, continuou limpando janelas dos clientes. Enquanto sua mãe, Elsie Gleave e seu padrasto Harry Gleave, também se mudaram para uma casa de 8 mil libras, que ele tinha comprado para eles, fora de Liverpool, também.

    Os Beatles e o seu empresário: Brian Epstein, em Londres, no dia 20 de outubro de 1963. Antes dos Beatles atingirem a Beatlemania. Em um hotel localizado na imediações de Park Lane.

    Porém, em 1967, quando os Beatles não faziam mais turnês a praticamente um ano, vindo a pararem completamene em 1966. Brian aos poucos foi perdendo o gosto pela vida, ainda mais porque todos foram para a Índia sozinhos e não dependiam mais tanto de seus serviços empresariais como antes. E assim, aos poucos, Brian foi caindo numa depressão profunda, mas que especialistas dizem que ele já tinha essa doença, muito antes de encontrar os Beatles no Cavern em Liverpool, por exemplo. Pois ele sempre sofreu muita discriminação ao longo de sua vida, por ser judeu e gay também.

    E assim, no dia 27 de agosto de 1967, aos 32 anos, Brian Epstein é encontrado morto em sua cama, pelo seu médico pessoal, pois seus governantes espanhóis, que trabalhavam em sua mansão, em Sussex, Londres, na época, acharam aquilo muito estranho, pois o senhor Epstein, já não saia de seu quarto a dois dias inteiros. Pois ele sempre tinha o hábito de acordar as 10 horas da manhã, tomar o seu café, com a sua mãe, e assim, ir ao escritório da News cuidar de alguma parte burocrática que poderia vir a ocorrer com algum artista que agenciava, na época, além dos Beatles, é claro. Que sempre tinham sido os seus ovos de ouro.

    Seus últimos dias, foram na presença dos amigos mais antigos, além é claro, de sua mãe também. Que veio passar alguns dias com ele, em sua mansão, em Sussex, em Londres, por cuasa da recente morte de seu marido e pai de Brian, o senhor Harry Epstein. Que o deixou muito abalado, na época, também.

    Brian teve uma overdose acidental, por misturar medicamentos para dormir junto com o álcool. Pois ele sempre tinha sofrido de insônia há longo prazo.

    Os Beatles ficaram muito arrasados com a notícia e assim, voltaram logo da Índia, para irem ao enterro em um cemitério judeu que ficava nas proximidades de Londres.

    Maharishi Mahesh Yogi, um indiano, que era o mentor espiritual dos Beatles na época e que estava lhes eninando a meditação transcendental. Tinha feito várias palestras em Londres como em Bangor, no País de Gales, onde os Beatles fizeram questão de ir na época também, causando um alvoroço dando na imprensa, que achou aquilo apenas um jogo de marketing ou apenas uma publicidade barata.

    Mais tarde, o próprio Mararishi, lhes disse que ninguém deveria se importar com a morte. Pois a morte era uma continuação da vida em outro plano astral. Mas o fato é que, todos se importaram muito com aquela morte em suas vidas. Pois Brian tinha sido o único que tinha acreditado neles, investindo pesado na gerência de suas carreiras e os amando-o também, no momento em que todos estavam caçoavam deles e insistindo em dizer-lhes que como eles eram do norte da Inglaterra, jamais conseguiriam o sucesso que almejavam para si.

    E em 1967, todos estavam procurando encontrar suas identidades individuais. George assim, seguiu na religião indiana, sendo aprendiz de Maharishi; Paul tentou fazer músicas para alguns filmes, mas logo descobriu que não era isso que ele queria ainda; Ringo ficou mais recluso em sua nova casa, com a sua mulher Maureen Starkey; Enquanto John, fez um filme de anti-guerra, chamado de: How I Won the War, de 1967; Como eu Ganhei a guerra, em tradução livre para o português. Que era uma comédia satírica britânica, indo de encontro ao humor que ele também tinha de Liverpool. Mas logo também desistiu de ser ator e de respeitar os outros atores também. Voltando ao que tinha nascido para fazer que era e sempre tinha sido a música.

    E assim, no dia 1° de junho de 1967, todos os Beatles entregaram um novo álbum, chamado de: Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Onde Brian, antes de morrer, teve uma espécie de premonição, em um dos voos em que pegava, dizendo ao acessor de imprensa dos Beatles, na época, que caso o avião deles caísse em alto mar, naquele instante, ele para ele ficar encarregado de avisar aos Beatles, de que a capa que eles estavam criando para o álbum, em sua opinião, estava muito ruim e que ele não aprovava de maneira nenhuma, aquele novo projeto deles. Temendo que eles fossem muito ciriticados pela imprensa fervorosa da época.

    Porém, para desgosto de Brian, os Beatles foram aclamados pela crítica em todo o mundo, sendo estampado em diversos jornais mundo afora, que aquele álbum redefiniria para sempre, toda a geracão da indústria fonográfica a partir daquele ponto. A contragosto de Brian Epstein, que a essa hora, já estava em outro plano astral, gerenciando permanentemente, as suas almas, idéias e os corações de seus eternos meninos, lá no céu. Amando-os eternamente.