Categoria: Brian Epstein

  • Como se criou o termo Beatlemania, na imprensa britânica, em 1963?

    No novo artigo editorial de hoje, falaremos do surgimento do termo Beatlemania, na imprensa britânica, que aconteceu logo depois que eles se apresentaram no teatro London Palladium, em Londres, no dia 13 de outubro de 1963. Além é claro, de como foi o processo de gravação do primeiro álbum dos Beatles também, intitulado: Please Please Me, nos estúdios da EMI (hoje chamados de Abbey Road), em Londres.

    Ao longo do ano de 1963, além do lançamento do primeiro álbum dos Beatles, chamado: Please Please Me — lançado no dia 22 de março daquele ano — Brian Epstein colocou-os em diversos circuitos de apresentação, onde tiveram que abrir alguns shows de Roy Orbison e Helen Shapiro, momentos antes da Beatlemania estourar no Reino Unido.

    George em entrevistas, disse que aquilo os ajudou no inicio à serem reconhecidos no show business e em locais que ainda não tinham tocado, por exemplo. Dando como destaque, alguns teatros, onde no inicio, somente aquelas pessoas que andavam com eles é que enchiam o ambiente, mas que logo depois de um ano praticamente, os locais imediatamente, viriam a ficar muito abarrotados de gente.

    Todos é claro, adoraram presenciar a criação de uma canção do Roy Orbison, por exemplo; enquanto o grupo estava no ônibus se locomovendo para as devidas apresentações das duas bandas, enquanto o senhor Orbison, simplesmente estava criando ao fundo do ônibus, o riff inicial da música: “Oh! Pretty Women” onde todos eles, imediatamente ficaram muito impressionados com aquilo, e assim, decidiram logo compor alguma música também, para competir com aquele som que nunca tinham escutado em lugar nenhum antes. E que logo depois transformariam aquela influência direta, em um outra música, intitulada: Day Tripper — onde muitos especialistas acreditam ter influências diretas com as músicas de Roy Orbison — e que em 1968 também, lançariam outra música, inspirados no evento em que presenciaram naquela turnê também, chamada: Birthday, para o álbum branco duplo deles, na ocasião.

    Porém, quando todos tiveram que fazer alguns shows junto com a artista: Helen Shapiro, em 1963 também, todos realçam no livro Anthology, que no final, sentiram muito pena dela, pois a Beatlemania já tinha sido instaurada na Inglaterra, deixando todos os artistas que vinham antes ou depois dos Beatles, completamente esquecidos ou até mesmo tendo que tocar em ambientes muito vazios por causa do fenômeno de suas músicas. Deixando-os profundamente tristes com aquilo. Pois em suas visões de mundo, todo o artista teria que ser experienciado e respeitado também.

    George agradece no livro, imensamente a Mal Evans e a Neil Aspinall também, pois o primeiro era o road manager de suas turnês, arrumando todos os equipamentos no palco de apresentação, ao mesmo tempo em que também fazia tudo o que eles pediam e queriam a qualquer hora do dia, já que não podiam simplesmente sair de seus hotéis para comprarem roupas, comida ou cigarros, por exemplo. Enquanto Neil Aspinall, ficava com a parte de assessoria de imprensa deles, junto com Brian Epstein, o empresário da banda também. Se encarregando de organizar tudo, mesmo que eles as vezes não quisessem cumprir. O que Brian imediatamente fazia questão de intervir para que fizessem aquilo que já estava programado em seu cronograma rígido.

    Para citar um exemplo, uma vez todos foram se apresentar, no dia 4 de novembro de 1963, durante o evento beneficiente Royal Variety Performance, no Prince of Wales Theatre, em Londres, para a princesa Margaret e a Rainha mãe também. Os Beatles na ocasião, não gostavam muito de se apresentar para um público que não tinha nada haver com eles. E imediatamente ficaram tão nervosos com aquilo que infelizmente John lennon veio à fazer aquele piada de mal gosto, dizendo que nos melhores lugares as pessoas poderiam balançar as suas joias, enquanto que nos outros, poderiam simplesmente bater as suas palmas. E que ele mesmo veio a confessar no livro Anthology, que tinha feito aquilo somente para ver se tentava relaxar um pouco ou até mesmo quebrar o gelo dentro daquela situação fora do usual, durante o intervalo de uma música e outra.

    Ringo uma outra vez, quando todos foram se apresentar no teatro London Palladium, por exemplo, no dia 13 de outubro de 1963, onde a televisão iria transmiti-los no programa britânico chamado: Sunday Night at the London Palladium (ou também conhecido como: Val Parnell’s Sunday Night), onde um público de 15 milhões de telespectadores iriam assisti-los ao vivo, pela primeira vez, em suas televisões, através da emissora ATV —(Asscoiated Television) que integrou a rede ITV (Independent Television) entre 1955 à 1981, no Reino Unido — Ringo se lembra muito bem de ter vomitado em um balde, momentos antes de entrar no palco, devido ao ser nervosismo extremo.

    Apenas por curiosidade, o termo Beatlemania, foi criado pela imprensa britânica, logo após aquela apresentação dos Beatles no London Palladium, em Londres; vindo a usarem aquele termo em quase todas as ocasiões em que algum Beatle aparecia em seus jornais editoriais. Porém, todos os Beatles se recordariam para sempre daquele show em específico, porque todos disseram no livro, que ninguém estava tocando bem naquela ocasião, como estavam, por exemplo, nos dias em que tocavam no Cavern Club, em Liverpool ou até mesmo nos dias de Hamburgo, na Alemanha. Pois estavam tão nervosos que não se lembram de terem agido naturalmente naquele palco em específico.

    Porém, os Beatles logo relataram que depois daquela apresentação, todos os lugares em que iam, imediatamente passou a ser quase impossível de frequentar. Pois todos queriam tirar uma casquinha deles. E Ringo mesmo diz no livro Anthology, que um dia foi a casa de uma tia sua, onde alguém por descuido derramou sua xícara de chá em seu pires, e imediatamente pediram que lhe servisse outra, como se ele não fosse mais a mesma pessoa que sempre tinha sido. Pois de acordo com ele, aqueles que estavam ali, eram e sempre tinha sido a sua única família e que não tinha o porque de todos estarem agindo daquele jeito com ele, só porque ele agora iria se apresentar no London Palladium, em Londres.

    O fato é que depois do primeiro álbum tudo mudou. Mesmo que os Beatles em entrevistas posteriores, não sintam tanto orgulho assim, do álbum: Please Please Me; alegando que a foto da capa tinha sio tirada de qualquer jeito e que o álbum em si, tinha sido gravado apenas em um dia. Começando pontualmente as 10 horas da manhã e terminando apenas na madrugada do outro dia. Com mais ou menos, 12 horas de trabalho.

    John alega no livro Anthology, que eles ensaiaram primeiro todas as músicas e depois gravaram todas elas em alguns takes, deixando à serviço dos dois produtores musicais, na época, George Martin e Ron Richards, de um lado; e de outro, os outros dois engenheiros de som, Norman Smith e Stuart Eltham, para finalizarem todo o serviço de mixagem. Pois nenhum deles estava muito interessado naquilo no momento. Deixando tudo a encargo dessas quatro pessoas apenas, a tão sonhada finalização do disco, nos estúdios da EMI (futuro estúdios de Abbey Road), em Londres. Fato que nunca mais voltaria a acontecer novamente. Porque dali em diante, eles iriam controlar desde a foto da capa de seus novos álbuns, até como queriam que soassem as suas novas músicas, dali para frente também. Entrando nos estúdios de mixagem e dando até opiniões aos produtores musicais e engenheiros de som também, vindo até mesmo a pedirem orquestras sinfônicas para o próprio George Martin, que normalmente tinha que arranjá-la custasse o que fosse.

    Os Beatles e seu produtor musical George Martin, no dia 5 de março de 1963, durante as sessões de gravação, no estúdio 2 da EMI (atual Abbey Road estúdios), em Londres.

    Tanto Neil Aspinall como Mal Evans, em seus próprios relatos para o livro Anthology, afirmam que foi ficando cada vez mais difícil protegê-los da própria Beatlemania. E que as vezes, o fato de terem que andar um pouco a mais para pegarem os seus respectivos carros ou até mesmo limusines, para se deslocarem até os seus respectivos hotéis, era simplesmente uma agonia. Pois as fãs mais ensandecidas, por exemplo, corriam atrás deles como se eles fossem algum diamente que tivesse acabado de ser jogado nas ruas.

    George se lembra muito bem desses momentos, e diz que até mesmo nos shows, era bem difícil escutar o que ele mesmo estava tocando, tendo que marcar o ritmo batendo os seus próprios pés no palco. Enquanto Ringo olhava para aquilo e tentava não perder o seu ritmo nas baquetas também. Até que teve um dia, em que o George simplesmente disse à todos que não iria mais fazer aquilo, e assim, resolveu sair dali, alegando que não dava mais para ele, e logo, John o seguiu também, dizendo o mesmo. A sorte e que Brian Epstein fez com que os dois mudassem de ideia e retornassem à apresentação programada.

    Dinheiro não faltava mais. Os Beatles passaram a ganhar 50 libras por semana, cada um. Enquanto Mal Evan e Neil Aspinall, passaram a ganhar 25 libras. Porém, o grande problema é que Brian Epstein, ganhava 2.000 libras por semana aproximadamente. Fato esse, que depois, resvoltou bastante Paul e George, pois parecia que a marca Nems Enterprises da família Epstein, estava lucrando bastante às custas deles. Mas logo depois de 1966, parecia que somente Paul estava incomodado com isso, pois George tinha se desprendido por completo daquilo, por causa de sua nova religião indiana, ficando a encargo apenas de Paul rever todos aqueles contratos irresponsáveis.

    Paul no livro Anthology, diz que so ganhava aproximadamente 15 % em receitas de sua música: Yesterday, por exemplo; e que o outro restante da bolada, ficava à encargo da empresa Northen Songs — que publicava todas as músicas de Lennon e McCartney em seu vasto catálogo — do editor musical Dick James e Brian Epstein na época. Onde o primeiro, acabou se transformando em um multimilionário depois que a empresa veio a abrir o seu capital, em 1965. Paul até tentou na época, ver se conseguia fazer alguma coisa à respeito, para melhorar mais os contratos dos Beatles, mas logo viu que seria impossível tal ato. Porque logo na sequência disso, em agosto de 1985, Michael Jackson compraria todo o catálogo dos Beatles, pela soma de aproximadamente US$ 47, 5 milhões de dólares na época. Fato esse, que além de terminar com a amizade entre Paul e Michael, também o revoltou muito, porque o próprio Paul queria comprar na época também, aquilo que sempre tinha sido dos Beatles e de mais ninguém.

    Voltando para os finais de 1963 e início de 1964, todos os Beatles estavam comprando suas novas moradias em Londres, pois como Paul e John alegam no livro, era lá é que estava acontecendo todos os fenônemos culturais na época. Como Teatro, Cinema, Literatura e Artes, já que Paul tinha acabado de conhecer Jane Asher, que era atriz, e que também o levava a assitir diversas peças por lá também.

    Porém, George ironiza muito essa parte de suas histórias, dizendo no livro, que John e Paul nessa época, só queriam saber de literatura e cinema. Perguntando sempre para os outros, em ocasiões ilustres, sobre o que estavam lendo. Como se quisessem ser reconhecidos agora, como verdadeiros intelectuais.

    O fato é que entre 1963 e 1965, todos entraram de vez, para as camadas mais altas da sociedade britânica, se tornando todos Cavaleiros da Ordem do Império Britânico (1965). Frequentando diversos eventos onde só tinham atores e atrizes, como se sempre habitassem aqueles lugares. Porém, a nova regra dentro daquele novo ambiente do show business, apresentada pelo próprio Brian Epstein, era que todos ao seu redor, só estavam ali, para ver se poderiam ver mais de perto se o fenômeno da Beatlemania, iria mesmo ser esquecido de vez pela imprensa mundial, onde todos esperavam ansiosamente a primeira escorregada dos Beatles diante de seus fãs e da própria mídia também; ou se por outro lado, por algum milagre divino, eles iriam marcar de vez o seu nome nos livros de história para sempre, como diria mais tarde o baterista da banda, Ringo Starr.

  • A Beatlemania e a morte de Brian Epstein (1934-1967)

    No artigo de hoje, analisaremos o que foi o fenômeno da Beatlemania, cobrindo até o fim de 1968, com a não aprovação de Brian Epstein da capa do álbum: Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band, cobrindo também a morte do empresário da banda e o que a família dos Beatles vieram a passar depois da fama dos Fab Four na Inglaterra e no mundo também.

    Com o lançamento do primeiro álbum dos Beatles em 22 de março de 1963, com o suporte do então produtor musical George Martin, nos estúdios 2, de Abbey Road, em Londres; suas vidas iriam mudar quase que da noite para o dia. Tudo começou com os jornais da Inglaterra noticiando que o álbum tinha chegado ao 1° lugar nas paradas do país, além é claro, de também começarem a relatar em colunas diárias, tudo o que acontecia com os meninos de Liverpool, naquele momento.

    Brian Epstein, o empresário da banda, estava muito empolgado com tudo aquilo que estava acontecendo. Pois agora todos queriam se aproveitar daquela situação, querendo marcar diversas entrevistas com os seus meninos. Mas agora, Brian estava sendo muito bem orientado pelos seus assessores de imprensa, aos quais, fez questão de contratá-los, lhes dizendo em quais jornais deveria aceitar entrevistas ou não. E também, em quais programas de televisão deveriam aparecer, visando sempre, uma maior visibilidade para os Beatles.

    Brian Epstein, empresário dos Beatles. 10 de julho de 1966. Reino Unido.

    Quando os Beatles chegaram enfim, ao 1° lugar nas paradas dos Estados Unidos, por exemplo, todos disseram que agora era a hora certa de irem para lá. E como sempre, Brian planejou toda aquela viagem, nos mínimos detalhes para eles. Reservando os hóteis em que eles iriam ficar, garantindo sempre, que eles estivessem confortáveis, fora de suas zonas de conforto, que sempre tinham sido em Liverpool.

    A Beatlemania então se popularizou em todo o mundo. E quem mais começou a sofrer foram as famílias dos Beatles. Tendo suas casas, sendo completamente invadidas pelos turistas que queriam saber onde exatamente os Beatles tinham nascido em Liverpool.

    Tia Mimi, por exemplo — quem criou o John desde criança, como patricamente à um filho — quando acordava pela manhã, e descia as escadas de sua casa, para a sua surpresa, em sua sala de estar, normalmente tinha diversas fãs da banda ensandecidas, querendo sempre algo de John ou da casa, para guardar como se fosse um amuleto. Tia mimi então, no início, lhes dava alguns botões de casacos ou camisas que guardava em sua caixinha de costura, e elas logo pensavam, que tinha sido do próprio John, em algum momento de sua vida. As visitas então, lhes agradeciam imensamente, por aquele presente inusitado. Algumas até mesmo faziam colares com aqueles botões, para mostrar as suas amigas, de seus respectivos países, tendo como única e excluisva função, lhes causar raiva e muita inveja também.

    Louise e Harold Harrison — pais de George — também sofriam a mesma coisa, assim como o pai de Paul, Jim MacCartney e os pais de Ringo também. Mas Louise, mais precisamente, gostava de responder as diversas cartas que recebiam em sua casa dos fãs da banda. Chegando a um ponto, em que os correios da Inglaterra, tinham que entregar todas as correpondências de van na casa dos pais de George, pois a quantidade era imensa, até para os padrões de hoje.

    Jim MacCartney, pai de Paul, por exemplo, também tinha o hábito de receber os fãs em sua casa, na 20 Forthlin Road, em Liverpool. Ele fazia chá para eles, enquanto as fãs imediatamente reconheciam todos os cômodos da casa, por causa de algumas fotos que circulavam na imprensa na época também. Sabendo mais da história da família dele do que ele próprio, como Jim alegava em entrevistas posteriores também.

    Louise, mãe de George, por exemplo, tinha o hábito de escrever cartas para uma amiga que não morava na Inglaterra, mas que tinha algumas fotos de George bem pequeno, que Louise fazia sempre questão de mandá-la, informando-o como ele estava na época; e que nem mesmo, o próprio George Harrison, sabia da existência delas. Ainda mais depois que apareciam na imprensa como algo totalmente exclusivo.

    Mas logo, todo esse problema foi resolvido, pois todos os Beatles compraram casas maiores, fora de Liverpool, é claro, para que os seus pais não precisassem mais passar por essas inconveniências em suas vidas. E assim foi feito.

    Tia Mimi passou a morar perto do mar, em Bournemouth, na Inglaterra. Pois quando um dos primeiros filmes dos Beatles estava para ser lançado mundialmente. John aproveitou aquela oportunidade para que ela fosse vê-lo, pois queria muito que ela saísse de Liverpool. Mimi aceitou aquela proposta e assim, John à levou até a uma casa que tinha acabado de ser colocada a venda no local e a comprou imediatamente.

    Paul uma vez colocou um embrulho na frente de seu pai e quando ele abriu viu a foto de um cavalo. Jim então, lhe disse o que faria com aquela foto. E Paul foi logo lhe dizendo que aquele cavalo agora era dele. O Fazendo se mudar imediatamente da 20 Forthlin Road, em Liverpool, também, para uma mansão mais perto de Londres.

    George por outro lado, perguntou logo quanto é que o seu pai estava ganahndo para ser motorista de ônibus em Liverpool. Harold então, humildemente lhe respondeu, lhe dizendo que ganhava apenas 10 libras por semana. E assim, George lhe disse que lhe daria o triplo para ele para de trabalhar imediatamente. Fazendo-os saírem de Liverpool também.

    Ringo também fez o mesmo com a sua mãe e o padrasto também. Preferindo isolar completamente de sua vida, o seu pai biológico, que tinha abandonado a sua mãe, na fase que ela mais precisava dele. E assim, continuou limpando janelas dos clientes. Enquanto sua mãe, Elsie Gleave e seu padrasto Harry Gleave, também se mudaram para uma casa de 8 mil libras, que ele tinha comprado para eles, fora de Liverpool, também.

    Os Beatles e o seu empresário: Brian Epstein, em Londres, no dia 20 de outubro de 1963. Antes dos Beatles atingirem a Beatlemania. Em um hotel localizado na imediações de Park Lane.

    Porém, em 1967, quando os Beatles não faziam mais turnês a praticamente um ano, vindo a pararem completamene em 1966. Brian aos poucos foi perdendo o gosto pela vida, ainda mais porque todos foram para a Índia sozinhos e não dependiam mais tanto de seus serviços empresariais como antes. E assim, aos poucos, Brian foi caindo numa depressão profunda, mas que especialistas dizem que ele já tinha essa doença, muito antes de encontrar os Beatles no Cavern em Liverpool, por exemplo. Pois ele sempre sofreu muita discriminação ao longo de sua vida, por ser judeu e gay também.

    E assim, no dia 27 de agosto de 1967, aos 32 anos, Brian Epstein é encontrado morto em sua cama, pelo seu médico pessoal, pois seus governantes espanhóis, que trabalhavam em sua mansão, em Sussex, Londres, na época, acharam aquilo muito estranho, pois o senhor Epstein, já não saia de seu quarto a dois dias inteiros. Pois ele sempre tinha o hábito de acordar as 10 horas da manhã, tomar o seu café, com a sua mãe, e assim, ir ao escritório da News cuidar de alguma parte burocrática que poderia vir a ocorrer com algum artista que agenciava, na época, além dos Beatles, é claro. Que sempre tinham sido os seus ovos de ouro.

    Seus últimos dias, foram na presença dos amigos mais antigos, além é claro, de sua mãe também. Que veio passar alguns dias com ele, em sua mansão, em Sussex, em Londres, por cuasa da recente morte de seu marido e pai de Brian, o senhor Harry Epstein. Que o deixou muito abalado, na época, também.

    Brian teve uma overdose acidental, por misturar medicamentos para dormir junto com o álcool. Pois ele sempre tinha sofrido de insônia há longo prazo.

    Os Beatles ficaram muito arrasados com a notícia e assim, voltaram logo da Índia, para irem ao enterro em um cemitério judeu que ficava nas proximidades de Londres.

    Maharishi Mahesh Yogi, um indiano, que era o mentor espiritual dos Beatles na época e que estava lhes eninando a meditação transcendental. Tinha feito várias palestras em Londres como em Bangor, no País de Gales, onde os Beatles fizeram questão de ir na época também, causando um alvoroço dando na imprensa, que achou aquilo apenas um jogo de marketing ou apenas uma publicidade barata.

    Mais tarde, o próprio Mararishi, lhes disse que ninguém deveria se importar com a morte. Pois a morte era uma continuação da vida em outro plano astral. Mas o fato é que, todos se importaram muito com aquela morte em suas vidas. Pois Brian tinha sido o único que tinha acreditado neles, investindo pesado na gerência de suas carreiras e os amando-o também, no momento em que todos estavam caçoavam deles e insistindo em dizer-lhes que como eles eram do norte da Inglaterra, jamais conseguiriam o sucesso que almejavam para si.

    E em 1967, todos estavam procurando encontrar suas identidades individuais. George assim, seguiu na religião indiana, sendo aprendiz de Maharishi; Paul tentou fazer músicas para alguns filmes, mas logo descobriu que não era isso que ele queria ainda; Ringo ficou mais recluso em sua nova casa, com a sua mulher Maureen Starkey; Enquanto John, fez um filme de anti-guerra, chamado de: How I Won the War, de 1967; Como eu Ganhei a guerra, em tradução livre para o português. Que era uma comédia satírica britânica, indo de encontro ao humor que ele também tinha de Liverpool. Mas logo também desistiu de ser ator e de respeitar os outros atores também. Voltando ao que tinha nascido para fazer que era e sempre tinha sido a música.

    E assim, no dia 1° de junho de 1967, todos os Beatles entregaram um novo álbum, chamado de: Sergeant Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Onde Brian, antes de morrer, teve uma espécie de premonição, em um dos voos em que pegava, dizendo ao acessor de imprensa dos Beatles, na época, que caso o avião deles caísse em alto mar, naquele instante, ele para ele ficar encarregado de avisar aos Beatles, de que a capa que eles estavam criando para o álbum, em sua opinião, estava muito ruim e que ele não aprovava de maneira nenhuma, aquele novo projeto deles. Temendo que eles fossem muito ciriticados pela imprensa fervorosa da época.

    Porém, para desgosto de Brian, os Beatles foram aclamados pela crítica em todo o mundo, sendo estampado em diversos jornais mundo afora, que aquele álbum redefiniria para sempre, toda a geracão da indústria fonográfica a partir daquele ponto. A contragosto de Brian Epstein, que a essa hora, já estava em outro plano astral, gerenciando permanentemente, as suas almas, idéias e os corações de seus eternos meninos, lá no céu. Amando-os eternamente.

  • A morte de Stuart Stucliffe (1940-1962)

    Fotografia dos Beattles tirada pela fotógrafa alemã: Astrid Kirchherr, em Hamburgo, Alemanha, em 1960.

    Com o primeiro regresso dos Beatles para Liverpool. Tudo ainda estava muito incerto. Paul e George ligavam para a casa de John, mas dificilmente eram atendidos por ele. Tia Mimi insistia em dizer à eles que ele estava ocupado no momento. A verdade era que John ainda estava refletindo se valeria a pena insistir com os novos projetos da banda. Enquanto isso, Paul e George tentavam arrumar novos empregos para ocuparem o seu dia.

    E foi assim que Paul arrumou um provisório, à pedido de seu pai. Enrolando bobinas em uma fábrica. Até que John, depois de tanto pensar, decidiu seguir com o projeto da banda, indo ao encontro de Paul para convencê-lo a sair de onde estava. Porém, Paul lhe disse que pretendia seguir o conselho do seu pai, mas John junto com George, insistiu mais uma vez, lhe dizendo para largar aquela vida sem propósito nenhum. E que não era necessário seguir os conselhos de seu pai só para lhe agradá-lo. Paul então, pensou mais um pouco sobre aquilo e assim, decidiu embarcar naquele sonho junto com os seu amigos mais numa vez.

    Na verdade Paul depois em algumas entrevistas, disse que John tinha lhe dado um ultimato. Dando como únicas opções: ele próprio ou o seu pai. E no final, ele acabou escolhendo o caminho certo. Aquilo que tinha nascido para fazer. Que era tocar em uma banda de rock pelo resto de sua vida, ao lado de seus amigos de estrada.

    Aos poucos, eles foram retomando as suas agendas de shows, tanto na Casbah como no Cavern, em Liverpool. Até que um dia, encontraram com Brian Epstein, que logo lhes ofecereu um agenciamento empresarial melhor para a banda. O que todos aceitaram depois de uma semana de discussões e novos rumos que poderiam vir à tomar, com aquela pessoa de aparência rica e com muitos contatos na indústria fonográfica também.

    No final de 1961, Brian passou a agenciar os seus meninos, como ele mesmo insistia em dizer, à novos possíveis contratantes. E logo, estavam levando eles a novos lugares mais longes do que somente pelas redondezas de Liverpool.

    E foi assim que surgiram Neil Aspinall e Mal Evans em suas vidas. Aspinall era um simples contador de uma empresa que recebia apenas 7 libras por semana. Enquanto Mal Evans, era segurança do cavern e poderia muito bem carregar os instrumentos da banda e até mesmo montá-los antes de se apresentarem também. Porém, no início, quem fazia o serviço todo era apenas Neil Aspinall, os levando em sua van para qualquer região da Inglaterra e fora dela também, em que pudessem tocar, cobrando apenas 1 libra pelo dia de viagem.

    Até que depois, Brian Espstein achou melhor que somente Mal Evans fizesse o serviço pesado, levando em consideração que ele era muito mais forte e mais alto do que Aspinall. E os Beatles assim, lhe ofereceram o novo serviço, promovendo de posição o Neil Aspinall, é claro, para assistente pessoal do grupo; enquanto que Evans, ficaria encarregado de cuidar apenas da montagem e organização dos equipamentos como road manager da banda.

    Brian Epstein logo retornou com todos para Hamburgo mais vez, para uma temporada de shows com uma melhor estrutura. Onde os Beatles ficaram melhores instalados dessa vez. Stuart Stucliffe já estava namorando a fotógrafa alemã: Astrid Kirchherr, ficando de maneira definitiva em Hamburgo para estudar artes. Até que enfim, resolveu abandonar de maneira definitva os projetos da banda e seu baixo também; enquanto Paul assumiria a sua função; pois nem George muito menos John, queriam fazer essa parte. Pois gostavam muito de tocar guitarra. Ao contrário de Paul, que sempre tinha sido um multi instrumentista e se adequava muito melhor a qualquer adversidade que surgisse ao entorno da banda. Tocando até mesmo bateria, em algumas ocasiões, quando ninguém aparecia em Hamburgo, para substituir Pete Best, que volta e meia ficava doente na Alemanha, por causa do clima muito inóspito.

    Porém, uma vez enquanto estavam tocando, John acabou em um briga, quebrando o seu dedo, enquanto Stuart sofreu vários traumas em sua cabeça também. Mas até hoje não se sabe ao certo, se Stuart veio a sofrer alguns coálogos no cérebro por causa da confusão. O fato é que Stuart começou a ter fortes dores de cabeça e náuseas, vindo até mesmo a desmaiar em algumas ocasiões.

    Fotografia tirada pela fotógrafa alemã Astrid Kirchherr, em 1961, em seu estúdio de arte montado no sótão de sua casa, em Hamburgo, na Alemanha. Astrid, nessa época, estava noiva de Stuart Stucliffe.

    Astrid assim, o levou a diversos médicos em Hamburgo, mas ninguém nunca conseguiu diagnosticá-lo apropriadamente. E isso deixava Stuart com muito mau humor. E como exemplo disso, uma vez, ele até tentou escrever uma carta para a sua mãe, que estava em Liverpool, para se queixar sobre as suas fortes dores de cabeça, mas quando Astrid foi ler a sua carta, ela estava completamente inelegível. Até que um dia, Stuart teve uma hemorragia cerebral em casa e veio imediatamente a óbito em 10 de abril de 1962, em Hamburgo, aos 21 anos apenas.

    John Lennon, seu amigo mais próximo na banda foi ao funeral, mas Paul e George preferiram não ir. E George ainda se lembra que algumas semanas antes, quando a banda ainda estava em Liverpool, fazendo alguns shows ali a acolá, todos sairam para se divertir um pouco e Stuart estava cheios de planos para seguir com a sua futura carreira como artista em Hamburgo. E na opinião de Paul, se ele ainda estivesse vivo, provavelmente seria um grande artista.

    O que ficou na memória de todos foram as suas lembranças e certos arrependimentos talvez. Pois quando tinham que ir a algum lugar na van de Neil Aspinall, por exemplo, disponibilizavam sempre os piores lugares para Stuart, enquanto John não fazia absolutamente nada para protegê-lo. Ou em outras ocasiões, quando estavam comendo em um determinado lugar, pediam a Stuart que se afastasse dali, pois queriam comer sem a presença dele. E isso para John, em algumas entrevistas posteriores, ele mesmo confessou, que aquilo era pura maldade, da parte de todos eles, inclusive de Paul e George, que costumavam sempre pegar muito no pé dele. Mas Stuart nunca os retrucava, fazendo exatamente o que lhe pediam. E na visão de John, isso era fraqueza por não conseguir lutar e brigar por seu espaço dentro da banda, com todas aquelas personalidades diversas, mas que juntos, sempre se complementavam.

    Paul tem lembranças de sempre ter dado bronca em Stuart, por estar sempre tocando fora do tom de qualquer música em que estivessem tocando, na época, por exemplo. Mas depois concordou com George também, dizendo que em suas últimas semanas de vida, quando ele retornou para Liverpool, pois já estava morando com Astrid em Hamburgo, era como se Stuart estivesse se despedindo de todos nós. E todos ainda lembrariam daquele momento em seus corações para sempre.

    Fotografia tirada pela própria Astrid Kirchherr, em Hamburgo, na Alemanha, em 1960, diante de um espelho.
    Fotografia tirada pelo fotógrafo alemão: Jürgen Vollmer, de Astrid Kirchherr e Stuart Stucliffe, nas escadarias de um prédio residencial clássico, em Hamburgo, na Alemanha, em abril de 1961.

    John Lennon nunca gostou de falar muito sobre o assunto. Foi um completo choque para todos eles. Mas como Brian tinha acabado de conseguir um teste importante com George Martin, da Parlophone, em Londres, nos estúdios Abbey Road, em 1962, onde tiveram que substituir as pressas o baterista Pete Best. Era hora de arregaçar as mangas mais uma vez, só que dessa vez com Ringo Starr nas baquetas e honrar a memória de Stuart fazendo a arte que mais gostavam e confiavam também.

    Todos no dia estavam muito nervosos, ainda mais que George Martin tinha colocado um baterista profissional novamente, para substituir o novo baterista da banda, causando um mal estar terrível nos estúdios. Principalmente em Ringo, que teve que se sujeitar apenas a um bumbo e pandeiro sem graça, em uma das músicas que vieram a tocar para Martin.

    Todos insistiram que não queriam gravar a música: How Do You Do It?, que George Martin tinha pedido à eles. Mas mesmo assim, fizeram um novo arranjo para a música, mas como alternativa, mostraram logo as suas músicas autorais que tinham feito à pedido de Brian Epstein, que aconselhou à todos eles a ensaiarem e fazerem materias novos também, para apresentarem no dia da gravação do disco.

    George Martin e o outro produtor, enfim, cederam a pressão e disponibilizaram a música que queriam à outro artista, que chegou logo nas paradas de sucesso. Mas os Beatles não queriam se sujeitar gravando um material que não era o estilo deles. Temendo que fossem alvos de diversas piadas em Liverpool, por causa disso. E assim, o senhor Martin, escutou a música que eles tinham composto, chamada: Love Me Do, e enfim, aceitou como o primeiro single da banda. Estando nas baquetas Ringo Starr, que tinha tocado bem melhor do que o Andy White, o baterista de estúdio profissional que tinha sido chamado pelo produtor musical. Chegando ao 17° lugar nas paradas de sucesso, mas depois simplesmente desapareceu. Mesmo tendo vendido aproximadamente 40 mil cópias somente na Inglaterra.

    Depois vieram os sucessos, como: P.S. I Love You, Ask me Why, Please Please Me, a Taste of Honey e assim por diante.

    Os Beatles agoram estavam fazendo um tremendo sucesso ao final de 1962, tocando em diversos locais na Inglaterra. E se tornando a principal banda do norte, tendo um aumento mais do que justo em seus cachês, por apresentação. Mas Brian ainda teria que ter uma equipe de marketing e publicidade muito boas, para que assim, os jornais da Inglaterra notassem os seus meninos de Liverpool. Mas isso não ia demorar muito para acontecer, por causa dos conselhos que o novo empresário dos Beatles estava anotando de Andrew Loog Oldham, que viria a ser o empresário de uma nova banda chamada: The Rolling Stones, entre os períodos de 1963 à 1967.