
Um dos primeiros mitos que criamos sobre o nascimento de John Lennon, no dia 9 de outubro de 1940, em Liverpool, Inglaterra, e que temos a obrigação de corrigi-lo, foi que a sua mãe Julia o teve sem que houvesse qualquer tipo de bombardeamento naquele dia no Reino Unido. Sua tia Mimi, irmã de Julia, inclusive foi ao hospital sem ter qualquer tipo de incidente naquele dia. Pois Adolf Hitler só começou a bombardear a região no dia 10 de outubro de 1940, com a chegada do 2° ano de guerra, de acordo com o biógrafo e historiador dos Beatles: Mark Lewisohn, que fez questão de pesquisar essa informação, ligada ao mito do bombardeamento, em todos os jornais locais. E para a sua surpresa, não achou nenhuma notícia informando das bombas. O que ele depois concluiu que o bombardeamento realmente não aconteceu mesmo.
Com a chegada de John Winston Lennon na família, sua tia Mimi tratou logo de ficar com a guarda dele, pois sua irmã sempre tinha sido um pouco rebelde dentro do seio de sua família, e Mimi pensou que aquilo poderia atrapalhar muito o desenvolvimento de seu sobrinho na escola, principalmente. Seu nome do meio: Winston, por exemplo, tinha sido dado à ele por causa do primeiro ministro da Inglaterra na época, chamado Winston Churchill, que ao término da guerra, seria o grande responsável pela derrocada do Nazismo em toda a Europa, junto com a ajuda de Josef Stalin (Rússia) e Joseph D. Roosevelt (EUA). Saindo vitoriosos daquele desastre sem precedentes do Holocausto. Mostrando desde muito cedo, que o patriotismo de ambas as irmãs, estava em alta naquele período do registro de nascimento de John no hospital, em Liverpool.
Em sua infância, John normalmente gostava muito de desenhar. Mas logo encontrou o livro de Lewis Carrol, chamado: Alice no país das maravilhas, onde ele próprio se lembra de ter desenhado todos aqueles personagens da história e mostrá-lo para quem quer que fosse, inclusive para a sua mãe, tia e o tio George também — marido de sua tia Mimi na época —. Mas o que mais mexia com ele era as hsitórias dos livros que lia. Pois ele dificilmente gostava de viver naquela realidade nebulosa de Liverpool sem propósito algum. E os livros, normalmente o ajudavam a imaginar toda aquela fantasia sem que precisasse sair de seu quarto, por exemplo.
Sua mãe ia visitá-lo as vezes; mas o seu pai: Alfred Lennon, depois que ele nasceu, só retornou de seus serviços em alto mar, quando ele tinha aproximadamente uns 6 anos, pois Alfred poderia passar meses em alto mar sem que ninguém desconfiasse que ele pudesse estar vivo ou morto. E assim, John em entrevistas sempre disse que no inicio não gostava muito dele, mas depois passou a compreendê-lo melhor, e assim, num dia qualquer, Alfred resolveu buscá-lo na casa de sua tia Mimi e disse para ela que iria passar um tempo com ele e que depois o entregaria para ela novamente. Mas sua real intenção era nunca mais devolvê-lo à ela, pois um de seus amigos o convenceu de ir para a Nova Zelândia em busca de empregos melhores, só que no dia da viagem, Julia simplesmente conseguiu encontrá-lo em casa e lhe disse que não iria levar John para longe dela de maneira nenhuma. E assim, ambos perguntaram a John com quem ele queria ficar. E John em um primeiro instante, disse que era com o seu pai, mas logo em seguida, quando Julia estava dobrando a esquina, com todas aquelas lágrimas descendo de seus olhos, John correu logo até ela e assim, Alfred, só iria tornar a vê-lo novamente quando ele se tornasse um Beatle famoso.
Mimi tentava não falar mal de seu pai na frente de John, mas depois daquele incidente, John começou a ir para a escola e sempre que podia, arrumava diversas encrencas com seus colegas de turma. Pois ele mesmo dizia que queria ser o líder das brincadeiras que seus amigos faziam. Além de costumar fazer diversos desenhos caçoando de seus professores também, que insistiam que ele nunca teria sucesso se continuasse se comportando daquele jeito. Até que em um dia, ele veio a escutar o tão esperado Messias, para todas aquelas vidas sem propósito algum: o senhor Elvis Presley e assim, tudo mudou em sua cabeça de forma quase que imediata. Tratou logo de aprender alguns acordes de banjo com a sua mãe Julia, que sabia tocar algumas músicas muito bem, e logo estava dentro de uma banda que apelidaram de The Quarrymen, por causa do colégio em que estudavam na época o: Quarry Bank High School.
Mas sua tia Mimi, teimava em lhe dizer que ele nunca ganharia sua vida sendo um Teddy Boy de uma banda de Rock. Mas John insistiu e passou a se vestir como um só para provocá-la. Porém, o que Mimi ainda não sabia era que a banda tinha acertado uma data para se apresentar em uma Igreja em Liverpool bem em cima de um caminhão de carga. E foi nesse dia em, 6 de julho de 1957, que conheceu através de um amigo em comum, Paul McCartney.

Ivan Vaughan foi quem apresentou Paul a John naquele dia. No intervalo entre uma música e outra dentro da igreja. Num primeiro instante, John achou aquele garoto um pouco esquisito, mas depois que ele começou a tocar em seu violão, a música: Twenty Flight Rock, gravado originalmente por Eddie Cochran — um cantor norte-americano — entre outras músicas também, ao qual, todos escutavam na rádio Luxembourg — onde só tocava músicas dos EUA, como blues, rock e rhytm n’ blues, por exemplo — John logo lhe perguntou se ele queria entrar na banda. E Paul lhe disse que iria pensar à respeito, mas logo no outro dia, mandou avisar à John que ele estava dentro da banda também.


Paul em muitas entrevistas mais tarde, sempre disse que ficou bastante impressionado ao ver John no palco naquele dia, pois ele estava simplesmente alterando completamente a letra da música, ao qual conhecia muito bem, através do rádio que tinha o hábito de escutar à noite. Demonstrando à todos ter muita criatividade artística para rimar todas aquelas novas frases que vinham de sua cabeça de maneira totalmente improvisada.
A infância de Paul foi marcada pela morte de sua mãe. Que era enfermeira e parteira também. Porém, um dia, ela sentiu uma dor muito forte no peito e correu logo para o hospital, para ver se poderia ser examinada por qualquer médico que estivesse de plantão. Mas o médico lhe disse que talvez aquele problema fosse por causa de sua mudança para a 20 Forthlin Road, em Liverpool. Um bairro mais charmoso, que o governo tinha concedido à eles, por causa de seu novo emprego como enfermeira no hospital. Mas a dor continou à incomodando no peito até que um dia ela simplesmente morreu em casa, na presença de seus dois filhos (Paul e Michael) e o marido Jim também.
Os garotos ficaram muito desorientados com a morte dela, pois ambos tinham aproximadamente 14 anos de idade apenas. Enquanto Jim MacCartney, achou melhor levar os garotos, pelo menos por um curto período, para fora dali, para tentar se recompor um pouco. Caso esse que foi muito difícil, na época. Pois Jim teve que conter todo o seu choro pois teria que ser a mãe e o pai de seus dois filhos agora. Mas as tias dos meninos, ajudaram nos primeiros meses pelo menos, até que Jim conseguisse equilibrar tudo por conta própria. E assim ele fez com muita maestria e amor.
Paul cresceu tocando violão, enquanto John só teve o dele depois que abandonou a sua gaita e o banjo também. Mas depois que John passou a andar com Paul, acabou abandonando completamente todos aqueles acordes de banjo que sua mãe, Julia, tinha lhe ensinado, quando ainda estava viva, e assim, aprendeu com Paul todos os acordes que ele sabia.
Porém, Paul lhe disse que tinha conhecido há pouco tempo um garoto, que sabia tocar muito melhor que ele, e que assim, quem sabe, John poderia lhe dar uma chance para entrar na banda também. E esse alguém se chamava George Harrison. Mas quando John lhe viu no ônibus, em 1958, o achou logo muito novo, mas quando o rapaz começou a tocar a música chamada: Raunchy, de Bill Justis — músico, arranjador e compositor norte-americano — simplesmente ficou ainda mais impressionado do que tinha ficado ao ver Paul, em 1957, na igreja. E assim, John optou em ter um outro guitarrista na banda que era bem melhor do que ele e talvez Paul juntos, pelo menos naquele, naquele instrumento.
Dessa maneira, o trio de amizade estava formada. Mas John em entrevistas, sempre disse que demorou um pouco para aceitar a idade de apenas 15 anos de George na banda, porque Paul tinha 16, enquanto ele próprio tinha 17; e ainda por cima, já estava cursando a faculdade de artes, enquanto Paul e George ainda estavam na escola, por exemplo.
George sofria muito de problemas de amigdalites em sua infância, vindo a ficar muito doente no hospital. Mas depois melhorou e retornou para a escola, ao qual, não via motivo de frequentá-la, dizendo em entrevistas que o sistema rígido o impedia completamente de avançar nos estudos. E assim, sempre que podia, arranjava um jeito de faltar as aulas para ficar vagando por Liverpool.
Ringo Starr também sofria de problemas de saúde desde a sua infância, o primeiro problema foi a peritonite, onde seu apêndice simplesmente veio a se romper em casa, aos 6 anos, onde todos correram logo para levá-lo de maca até o hospital. E depois, aos 13 anos, pegou tuberculose, uma infecção pulmonar grave, que precisou ficar mais de um 1 ano no hospital.
Por outro lado, foi lá que descobriu seu amor pela bateria. Pois uma das enfermaeiras em uma visita diária lhe perguntou qual instrumento gostaria de aprender a tocar. E assim, ele acabou optando pela bateria para passar o seu tempo entre todos aqueles doentes do hospital. Foi amor a primeira vista, ele diria em entrevistas mais tarde.
Ringo teve vários empregos, mas ficou mais tempo sendo aprendiz de engenheiro e foi lá que formou uma banda de skiffle. Ainda mais depois que ouviu pela primeira vez o Elvis e a música country, que vinham dos EUA e que sempre tinha sido a sua preferida.
Ringo alega que era bem normal todos terem bandas depois da invasão cultural norte-americana na Inglaterra. E assim, ele também entrou dentro daquela moda. Trabalhava de dia e à noite tocava nos pubs com sua banda. A mais conhecida era o Rory Storm and the Hurricanes. Que começaram a tocar em todos os lugares de Liverpool, ganhando uma fortuna. E ringo até considerava que eles eram os melhores que tinham naquele momento. Dando um banho de lavada naquela banda chamada de The Beatles.
E assim, Ringo com o cachê volumoso que estava recebendo por ser baterista da banda, tratou logo de comprar um carro pois estava cansado de ser assaltado pelos Teddy Boys que viviam nos bairros mais escuros de Liverpool, procurando encrenca e barulho.
Se vangloriava para os outros colegas dizendo que ganhava mais como baterista do que como aprendiz de engenheiro. E assim, tratou logo de largar o seu emprego para viver apenas de seu sonho. Que sempre tinha sido tocar pelas noites de Liverpool e quem sabe um dia, tocar no tão sonhado majestoso London Palladium, um teatro que ficava na Oxford Street, em Londres. Que em sua visão, era o ápice de qualquer músico profissional que se prestasse.
E com a devida saída de Pete Best das baquetas dos Beatles no final de 1962, aconselhados por George Martin — o produtor musical dos estúdios de Abbey Road, em Londres — enfim, os outros integrantes chamaram-no para compor a banda. E Ringo ainda se lembra, que tomou um susto danado desde a última apresentação que tinha visto dos Beatles, tanto em Liverpool, como em Hamburgo, na Alemanha. Pois eles tinham se tornado bem melhores do que a banda em que estava.
Com isso em jogo, ele não pensou duas vezes e aceitou a oferta de George Harrison para integrar os Beatles, que já ganhavam bem mais do que qualquer grupo de Liverpool ou de Hamburgo também.
E assim, a magia estava formada quando ele entrava nos palcos e nos estúdios com os outros Beatles e fazia sua batida icônica que iria lhe dar fama mundial. Onde todos os Beatles se tornariam muito em breve, mais famosos que os próprios personagens da Disney inclusive. Tendo como empurrãozinho, a mente criativa do empresário Brian Epstein, que os ajudou a se vestirem mais apropriadamente e a terem mais educação nas entrevistas e apresentaçoes também; enquanto dentro do estúdio 2, de Abbey Road, em Londres, George Martin tratava de organizar todas as ideias iniciais dos Beatles, com os seus arranjos musicais, que iriam desembocar em todos os álbuns clássicos que até hoje conhecemos e que são imitados à exaustão, por diversos artistas novos que surgem no mainstream.

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